"Quanto eu cobro por isso?" Essa é a pergunta que tira o sono de 99% dos freelancers iniciantes. Cobrar barato demais atrai clientes ruins; cobrar caro demais sem estratégia afasta oportunidades. Vamos desmistificar a precificação.
1. Calcule seu Custo de Vida (e de Trabalho)
Antes de pensar em lucro, você precisa saber quanto custa para você existir. Some:
- Aluguel, luz, internet, comida.
- Assinaturas de software (Adobe, hospedagem, etc).
- Impostos (MEI/Simples).
Se seus custos são R$ 3.000 e você pode trabalhar 100 horas por mês, seu custo base é R$ 30/hora. Cobrar menos que isso é pagar para trabalhar.
2. Preço por Hora vs. Preço Fixo
Existem dois modelos principais, e você deve saber quando usar cada um:
Por Hora
Ideal para projetos de escopo aberto ou manutenção. Protege você de clientes que pedem "só mais uma alteração" infinitamente.
Preço Fixo
Melhor para entregáveis claros (ex: "Um Logo"). Permite margens de lucro maiores se você for rápido e eficiente.
3. A Técnica do Hambúrguer
Ao apresentar o preço, nunca jogue o número solto. Use a técnica do sanduíche:
- Pão de Cima (Valor): Relembre o problema do cliente e como você vai resolver ("Para aumentar suas vendas em 20%...").
- Carne (Preço): O investimento será de R$ 2.500.
- Pão de Baixo (Fechamento): ...que inclui suporte por 30 dias e entrega em formatos editáveis. Podemos começar segunda?
4. O Fator "Medo"
Muitos iniciantes cobram barato por insegurança. Lembre-se: clientes sérios desconfiam de preços muito baixos. Preço é um indicador de qualidade. Se você cobra preço de "amador", será tratado como tal.
Dica de Ouro
Sempre peça 50% de sinal antes de começar. Isso valida o compromisso do cliente e melhora seu fluxo de caixa imediato. No FreeLancer Digital, usamos o sistema de "Evidence Locker" para garantir que você receba ao entregar.